Lígia, Tony e Edu: família mais que perfeita!!! Ela ama o Edu de modo absolutamente incondicional, como uma verdadeira mãe amaria. Ou talvez ainda mais.
Falo, obviamente, de Lígia Brandão, a personagem protagonista da novela Poder Paralelo da rede Record, interpretada pela fantástica actriz Miriam Freeland. Lígia é uma jornalista ousada, independente, inteligente e bondosa que se vai apaixonar perdidamente por Tony Castellamare, um capo da máfia em busca de vingança pela morte criminosa da sua esposa e das suas duas filhas gémeas: Alessandra e Graziele. Só o filho Eduardo (Edu) sobreviveu.
Tony conheceu Lígia, apaixonaram-se, ela transformou-o, com o seu amor, num ser humano melhor. Lígia é doce, dedicada e cheia de bondade. Mais tarde, já casado com Lígia, Tony envolve-se com Fernanda Lira (personagem de Paloma Duarte), uma actriz em ascensão que já teve vários envolvimentos amorosos, entre eles com o arqui-inimigo de Tony. O triângulo move, neste momento, toda a opinião pública que assiste à novela. Tony e Lígia: amor verdadeiro e incondicional, que passou por todas as dificuldades; Tony e Fernanda, paixão carnal sem sentimento real. Lígia é a heroína, a que sofre calada, a submissa – a típica mulher que já não existe no século XXI. Tenho um pouquinho de Lígia, mas não gosto da submissão dela e da forma como ela se deixa humilhar. Sabe que Tony a trai e resigna-se; a meu ver, perdeu a dignidade há muito. Lígia, por um lado, ensina muito às mulheres do século XXI: os valores familiares, o amor verdadeiro e incondicional, a bondade para com as crianças – Edu, filho de Tony, vê a Lígia como a mãe que perdeu e odeia Fernanda, a outra –, mas por outro, também passa para a mulher de hoje um exemplo de submissão total que, de nenhum modo, a mulher pode voltar a experimentar. Esse tempo já passou.
De qualquer modo, quero ver Lígia e Tony juntos no final da novela; amanhã já teremos a resposta definitiva.
Nunca vi uma novela mobilizar tanto a opinião pública na Internet: blogs, sites, comunidades no Orkut e noutras redes sociais.
Gosto bastante de algumas novelas. Acho que é um cliché pensar-se que pessoas cultas e intelectualmente bem formadas não podem assistir a novelas. Novela é arte ou, pelo menos, algumas são. Poder paralelo é uma dessas novelas que cativa, prende a atenção do telespectador, fascina, encanta. Os senários são óptimos, os actores são consagrados no meio artístico. Penso que essa história de novela ser para as donas de casa não passa de preconceito. Há novelas bem interessantes de se ver, com histórias emocionantes e que reflectem a realidade de muita gente por esse mundo fora. Se ver um filme é bem visto no mundo dos apreciadores de arte, por que motivos ainda há tanto preconceito com as novelas? Algumas são manifestamente más, desinteressantes, repetitivas e de péssima qualidade; sem conteúdo. Mas outras há que valem bem a pena o tempo que se passa a tentar captar a essência da trama e o crescimento psicológico dos personagens.
Aprendi a estudar os perfis psicológicos das pessoas e a mente humana, através das novelas. E, garanto-vos, foi-me sempre muito útil, para o efeito, assistir a algumas novelas.
Por norma, apaixono-me sempre pelos personagens mais complexos – os que vão evoluindo ao longo da novela, os que não têm um perfil psicológico plano – mormente os chamados «maus», antagonistas. O vilão é sempre, para mim, uma fonte inesgotável de estudos e de descobertas fascinantes. Geralmente, salvo raríssimas excepções, é alguém que, ao não sentir-se suficientemente amado, estimula dentro de si o ódio e os sentimentos negativos. E isso, meus caríssimos amigos, existe na vida real.
Portanto, conclua-se: muito do que aprendi nesta vida a nível de relações humanas e da necessária e fundamental bondade e amor com que devemos tratar todo o ser humano, aprendi-o nas novelas a que assisti.
No caso de poder paralelo, Tony e Lígia prenderam-me irremediavelmente. Amo este casal; para mim, ao lado de Raj e Duda, Tomás e Ivonete, e sobrepondo-se extraordinariamente aos dois casais supracitados, Tony e Lígia é o casal mais lindo, mais perfeito, que transmite mais amor e verdade, das novelas de 2009. Fiz amigos à custa deles, votei sem parar em sondagens para a Lígia ganhar à Fernanda (a quem chamamos treva, vaca lira – lira é o sobrenome dela –, penosa, etc!), comentei em sites e blogs, participei de muitas comunidades no Orkut. As ligietes – fãs da Lígia –, nas quais me incluo, são a maioria da população que assiste à novela, dentro e fora do Brasil: Itália, Grécia, Portugal onde estou –. As fernandetes são uma minoria.
Sofrer por Lígia, chorar com a Lígia, tem sido a nossa vida nestes últimos meses. É novela, não é real, bem o sabemos; eles estão a desempenhar um determinado personagem, não estou alienada da realidade; mas o mundo e a vida já nos apresentam tantos problemas, dores, chatices, complicações que as novelas – nomeadamente esta, porque eu nunca me tinha envolvido tanto com uma novela antes!, acabaram por mobilizar-me de um modo totalmente inesperado. Uma longa lista de fãs da Lígia, muita solidariedade entre todas para fazer a Lígia ganhar e fortes laços de amizade que se estabeleceram entre todas nós; laços que permanecerão, muito para além da novela.
Obrigada Lígia Brandão (Miriam Freeland) e Tony (Gabriel Braga Nunes) por entrarem assim nas nossas casas, nas nossas vidas e por trazer um pouco de alegria a tanta gente que, por problemas vários, talvez a não tenha. Lígia e Tony foram uma distracção para muita gente.
Eu, que até sou contra o fanatismo das novelas e a idolatria de personagens que não existem, até quase deixei de trabalhar só para votar nas enquetes! Foi algo lindo, espectacular, que acaba amanhã e nunca antes visto na minha vida. Foi muito bom ter conhecido a Mara, a Joana, a Sara, a Regina, a Amandinha – tão parecida comigo, que sofria tanto pela Lígia, que votava tanto na nossa picolina, no nosso casal cintilante! –. Espero que continuemos amigas e que estejamos aqui, na quarta de manhã, para comemorar a vitória de toda a nossa luta em defesa do amor verdadeiro, das crianças e da família. Porque muito mais do que uma simples novela, vale a pena lutar por valores duradouros, que a cada dia que passa se esvaem mais na sociedade actual. Não, não são as novelas que têm que ser como a dura vida real; é a vida real que tem que imitar o mundo cor-de-rosa das novelas.
Tony e Lígia forever!!! Acaba amanhã. Hoje e amanhã continuamos ansiosas, até ver brilhar o nosso casalzinho lindo. Lígia na cabeça e no coração, sempre! Acho que sofri mais pela Li do que a actriz que a interpretou.
Tony e Lígia amor eterno
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